Fitofotomelanose (manchas de limão).

O que é?

A fitofotomelanose é uma manifestação alérgica causada pela exposição ao sol da pele que teve contato com plantas ou suco de algumas frutas, principalmente limão, laranja e tangerina.

Outros produtos como perfumes e refrigerantes, também podem causar a reação que, neste caso, é chamada de fotomelanose.

Manifestações clínicas da fitofotomelanose

A fitofotomelanose se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras nas áreas afetadas. O formato das manchas depende da exposição da pele às substâncias, sendo frequente lesões pontilhadas causadas por respingos de limão espremido. As áreas mais comumente afetadas são o dorso das mãos, colo e os lábios.

Reações mais intensas, chamadas de fotodermatites, podem dar origem ao surgimento de manchas avermelhadas e até mesmo de bolhas, acompanhadas ou não de coceira, sensação de queimação e/ou ardência no local (abaixo).

Tratamento

Para evitar a fitofotomelanose, evite mexer com frutas cítricas, fazer ou beber limonadas, sucos de frutas, caipirinhas e se expor ao sol em seguida. Mesmo lavando as áreas atingidas pelo suco das frutas, a pele pode reagir e manchar. Evite colocar perfumes antes de ir à praia.

O desaparecimento das manchas ocorre de forma espontânea e gradativa, devendo-se proteger a pele da exposição ao sol, com filtros solares potentes.

Foliculite.

O que é?

A foliculite é a infecção dos folículos pilosos causadas por bactérias do tipo estafilococos. A invasão bacteriana pode ocorrer espontaneamente ou favorecida pelo excesso de umidade ou suor, raspagem dos pelos ou depilação.

Atinge crianças e adultos podendo surgir em qualquer localização onde existam pelos, sendo frequente na área da barba (homens) e na virilha (mulheres).

Manifestações clínicas da foliculite

Quando superficial, a doença caracteriza-se pela formação de pequenas pústulas (“bolinhas de pus”) centradas por pelo com discreta vermelhidão ao redor. Alguns casos não apresentam pus, aparecendo apenas vermelhidão ao redor dos pelos. Quando as lesões são mais profundas, formam-se lesões elevadas e avermelhadas que podem ter ponto amarelo (pus) no centro. Pode haver dor e coceira no local afetado.

Alguns tipos de foliculite tem características próprias:

  • Foliculite decalvante: neste caso o processo infeccioso leva à atrofia do pelo, deixando áreas de alopecia que se expandem com a progressão periférica da doença.
  • Foliculite da barba: localizada na área da barba, atinge homens adultos, tem característica crônica e, pela proximidade das lesões, pode formar placas avermelhadas, inflamatórias, com inúmeras pústulas e crostas.
  • Foliculite queloide na da nuca: comum em homens jovens afrodescendentes, formando lesões agrupadas que ao cicatrizar deixam cicatrizes endurecidas e queloide nas na região da nuca.

Tratamento

O tratamento é feito com antibióticos de uso local ou sistêmico específicos para a bactéria causadora e cuidados antissépticos, além de evitar fatores predisponentes, como a depilação.

Algumas lesões podem necessitar de drenagem cirúrgica. O dermatologista é o médico mais indicado para o correto diagnóstico e tratamento das foliculites.

Impetigo.

O que é?

O impetigo é uma infecção bacteriana da pele, causada pelos germes estafilococos e estreptococos.  Ocorre de forma mais frequente nos meses mais quentes do ano. Apesar de ser mais comum em crianças, também pode afetar adultos que tenham pouca imunidade contra as bactérias. A doença é contagiosa, podendo ser transmitida para outras pessoas.

Existem duas formas de manifestação do impetigo:

  • bolhoso, causado pelo germe Staphilococcus aureus;
  • não bolhoso, causado principalmente pelos estreptococos beta-hemolítico (Streptococcus pyogenes) mas também pelo Staphilococcus aureus.

Os seguintes fatores podem favorecer o surgimento da doença: eczema atópico ou dermatite atópico, escabiose (sarna), varicela (catapora), picadas de inseto, pequenos ferimentos e queimaduras na pele, falta de higiene e clima quente.

Quando uma doença da pele preexistente ou uma ferida ocasionada por qualquer tipo de trauma é infeccionada pelas bactérias responsáveis pelo surgimento do impetigo, diz-se que a lesão sofreu impetiginização.

Manifestações clínicas do impetigo

A doença costuma afetar as áreas expostas da pele, como as extremidades e a face, principalmente ao redor da boca e do nariz. As narinas podem ser um foco de infecção. Áreas de dobras da pele, como o sulco interglúteo, virilhas e axilas também costumam ser afetadas.

Inicia-se pelo surgimento de manchas avermelhadas que evoluem para a formação de vesículas e bolhas com pus. Estas rapidamente se rompem (muitas vezes as bolhas nem são vistas) formando feridas recobertas por crostas espessas de aspecto semelhante ao mel ressecado que, devido a este aspecto, recebem a denominação de crostas melicéricas.

Pode se apresentar como várias pequenas lesões disseminadas ou poucas que vão se juntando e/ou aumentando progressivamente de tamanho. Coceira é um sintoma que pode estar presente. Mais raramente, nos casos extensos, pode haver o surgimento de linfadenopatia (íngua), febre baixa e mal-estar.

As lesões podem regredir espontaneamente até a cura, mas, muitas vezes, propagam-se às regiões próximas formando novas lesões.

No caso do impetigo estreptocócico, há o risco, ainda que raro, de ocorrência de glomerulonefrite aguda, doença grave que compromete os rins, devido a um fenômeno alérgico que pode ocorrer na vigência da infecção.

Tratamento

É importante realizar a limpeza caprichada das lesões com a remoção de todas as crostas. A retirada das crostas é mais fácil após o amolecimento das mesmas com água durante o banho.

Nos casos mais simples (fotos abaixo), está indicado o uso de antibióticos na forma de creme ou pomada até o completo desaparecimento das lesões.  Para casos mais extensos, ou com risco de glomerulonefrite aguda, deve-se utilizar antibióticos por via oral, de acordo com a determinação do médico dermatologista.

Acne solar.

O que é?

A acne solar caracteriza-se por uma erupção que atinge principalmente o tronco e a raiz dos membros superiores e que surge poucos dias após a exposição intensa destas áreas ao sol.

Manifestações clínicas da acne solar

Formam-se lesões populosas (semelhantes a pequenas “bolinhas endurecidas”) e pustulosas (bolinhas de pus), sendo algumas delas doloridas e avermelhadas devido à inflamação.

Tratamento

Muito comum durante o verão, a acne solar pode ser evitada com a utilização de filtros solares, de preferência aqueles em base não oleosa (“oil free”), aplicados antes e durante a exposição ao sol.

O tratamento pode ser feito com as medicações usualmente utilizadas para tratar a acne vulgar, como esfoliastes e antibióticos em loção ou gel, quando houver inflamação. Mesmo sem tratamento, com o passar do tempo e evitando-se a exposição solar, a acne solar tende a ir melhorando gradativamente.

As doenças mais comuns no verão.

Relacionamos abaixo algumas das doenças da pele que costumam aparecer com maior frequência durante os meses do verão.

O calor e o aumento do suor favorecem o desenvolvimento de microorganismos, como fungos e bactérias, facilitando o surgimento de infecções da pele. Fezes de cães e gatos nas areias das praias causam o “bicho geográfico”. A “brotoeja” está relacionada com o aumento do suor nesta época do ano.

Doenças mais comuns no verão

  • Acne Solar
  • Fitofotomelanose (Manchas causadas por limão + sol)
  • Foliculite
  • Furúnculo
  • Herpes Labial
  • Impetigo
  • Larva migrans
  • Miliária (Brotoeja)
  • Pitiriáse versicolor (Micose de praia, pano branco)
  • Tinea cruris (Micose da Virilha).