HIPERIDROSE

É a produção excessiva de suor. Não se trata de doenças grave. quando a risco de vida, trata-se de situação extremamente desconfortável, que causa profundo embaraço social e transtornos de relacionamento e psicológicos no portador, que frequentemente se isola socialmente e adquirem hábitos procurando esconder o seu problema. Pode afetar todos o corpo ou ser confinada à região palmar, plantar, axilar infra mamária, inguinal ou craniofacial.

QUAIS SÃO AS CAUSAS.

Estímulos emocionais ou uma maior sensibilidade dos centros reguladores de temperatura. A sudorese está diretamente ligada ao controle da temperatura corporal. Além disso, algumas doenças metabólicas ou lesões neurológicas também podem dar origem ao quadro.

As pessoas que tem hiperidrose podem apresentar um aumento de sudorese em situações inexplicáveis e sem qualquer causa aparente. Este aumento pode aparecer na axila, nas mãos, nos pés, no rosto ou em qualquer outra parte do corpo. A hipersecreção das glândulas écrinas é que causam as alterações observadas.

As glândulas écrinas estão mais concentradas na axila, palmas e plantas e tem importante papel na termorregulação. O excesso de secreção desta glândula é que causa a hiperidrose. Existem de 2 a 5 milhões de glândulas écrinas distribuídas por todo o corpo.

QUAIS OS TIPOS DE HIPERIDROSE EXISTENTES?

Existem 2 tipos de hiperidrose: a primária e a secundária. A hiperidrose primária não tem causa conhecida, se devendo mais a fatores genéticos. As pessoas nascem com a tendência a hiperidrose, que pode se manifestar logo nos primeiros anos de vida, ou em qualquer fase posterior e é o que mais comumente encontramos. Hiperidrose secundária, é aquela associada a uma causa, o mais frequente é poder estar associada à obesidade, menopausa, uso de drogas antidepressivas, alterações endócrinas e alterações neurológicas com disfunção do sistema nervoso.

QUAIS OS SINTOMAS?

A hiperidrose atinge homens e mulheres e se manifesta em várias idades. As áreas mais atingidas são as axilas, palmas das mãos, plantas dos pés, região inguinal e perineal, com grande eliminação de suor, que geralmente não tem cheiro desagradável.

As pessoas que apresentam hiperidrose geram suor nas mesmas condições e sob os mesmos estímulos que os outros pacientes, só que em quantidade maior. Por outro lado, podem gerar suor, mesmo em condições onde outras pessoas não o apresentariam, como com pequenas emoções e mesmo com temperatura normal. Isso acaba gerando um processo de ansiedade que realimenta a hiperidrose.

Antigamente se associava a hiperidrose a problemas psicológicos, mas, a hiperidrose tem causa genética, já se nasce com a tendência. O que evidencia esta causa genética, é que nas famílias de pacientes que tem hiperidrose, é comum, embora não obrigatório, que existam outros parentes diretos, irmãos, pais, tios ou avós com o mesmo problema.

TRATAMENTOS.

Existem vários tipos, como o uso tópico de produtos à base de cloreto de alumínio, a cirurgia e o tratamento com a toxina botulínica. A toxina botulínica tipo A (BOTOX®) é o moderno tratamento da hiperidrose. Atua impedindo a liberação temporária da acetilcolina e como consequência à produção do suor. Este procedimento é realizado sem internação, no ambiente do consultório médico e o paciente pode retornar as suas atividades normais no mesmo dia. A vantagem e a segurança da toxina botulínica (BOTOX®) é o fato de apresentar mínimos riscos ao paciente e ser um procedimento não cirúrgico. A aplicação no consultório dura aproximadamente 60 minutos (30 minutos de anestésico e 30 minutos de procedimento).

CONTRA INDICAÇÃO.

Pacientes com alergia ao componente, pacientes com doenças neurológicas como miastenia.

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